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Ex-gerentes são investigados por fraude em mais de 60 contas

Operação Desfalque apura desvio de R$ 4,4 milhões no Banco do Brasil; contas de pessoas falecidas foram usadas, diz Polícia Civil.

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Fachada do edifício-sede do Banco do Brasil em Brasília.
Edifício-sede do Banco do Brasil em Brasília, em agosto de 2018; imagem de arquivo.Foto: Fernando Bizerra / Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Dois ex-gerentes são investigados por suspeita de movimentar mais de 60 contas bancárias para realizar saques indevidos. A maioria pertencia a pessoas falecidas, segundo a Polícia Civil do Piauí. O prejuízo apurado chega a R$ 4,4 milhões.

A Operação Desfalque cumpriu três mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (28), em Teresina e Goiânia. Ninguém foi preso. Uma empresária, companheira de um dos ex-gerentes, também é investigada.

Sequestro alcança cerca de 91% do prejuízo

A Justiça determinou o sequestro de bens e valores na ordem de R$ 4 milhões. O montante equivale a cerca de 91% do prejuízo de R$ 4,4 milhões informado pela delegada Bernadete Santana. Sequestro é uma medida para preservar bens, não uma recuperação concluída.

A investigação foi coordenada pelo Departamento de Combate à Corrupção (Deccor). As fraudes teriam ocorrido entre 2023 e 2025. Um dos investigados trabalhou em uma agência de Teresina e foi desligado do cargo em 2025.

Investigação apura contas, saques e patrimônio Números divulgados pela Polícia Civil em 28/10/2026

Item Quantidade
Contas acessadas segundo a investigação Mais de 60
Prejuízo apurado R$ 4,4 milhões
Bens e valores sequestrados R$ 4 milhões
Cartões de terceiros apreendidos 38
Mandados de busca e apreensão 3
Veículos apreendidos 2

Fonte: Polícia Civil do Piauí, Secretaria de Segurança Pública e G1. Percentual calculado pela redação.

Os agentes apreenderam 38 cartões bancários em nome de terceiros, dois carros, celulares e notebooks. O número de cartões não corresponde necessariamente ao de contas investigadas. A polícia não apresentou essa relação no balanço.

Acesso privilegiado teria facilitado os saques

Segundo a delegada, os ex-gerentes manipularam senhas e cadastros e emitiram segundas vias de cartões. Os saques teriam sido feitos em canais de autoatendimento. O uso de contas de pessoas falecidas é a principal linha descrita pela investigação.

A polícia também apura possível lavagem de dinheiro com parte dos valores. Lavagem é o conjunto de manobras usado para ocultar ou dissimular a origem ilícita de recursos. A acusação ainda está em investigação, e nenhum dos alvos foi condenado.

Os três mandados eram de busca e apreensão, não de prisão. Esse detalhe explica por que a operação recolheu materiais sem anunciar detidos. Os dispositivos e documentos serão analisados para delimitar a participação de cada investigado.

O que diz a Polícia Civil do Piauí: O Deccor afirma ter reunido elementos sobre os saques e as movimentações fraudulentas. A delegada Bernadete Santana declarou ao G1 que também foi identificada “uma possível lavagem de dinheiro” com parte dos valores.

Próxima etapa depende do material apreendido

A Polícia Civil continuará as diligências para identificar outros possíveis envolvidos e medir a extensão das fraudes. O sequestro busca garantir eventual ressarcimento, mas o destino dos bens depende das decisões judiciais.

O caso também expõe a importância de controles bancários sobre contas inativas e alterações cadastrais. As fontes não informaram quantos correntistas foram notificados nem detalharam mecanismos internos de prevenção. O que está estabelecido até agora é a linha investigativa, não a responsabilidade criminal definitiva.

Como fizemos: Conferimos a nota da Secretaria de Segurança Pública do Piauí e a reportagem do G1, publicadas em 28/10/2026. Calculamos os R$ 4 milhões sequestrados como proporção dos R$ 4,4 milhões de prejuízo: 90,9%, arredondados para 91%. Não somamos cartões e contas nem tratamos sequestro como dinheiro recuperado.

Fontes