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Boulos pede prisão de PM; Justiça investiga atropelamento em SC

Motociclista de 24 anos segue internado após ser atingido por viatura em Florianópolis; Corregedoria e Justiça apuram a conduta policial.

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Duas viaturas da Polícia Militar de Santa Catarina estacionadas em Florianópolis.
Viaturas da Polícia Militar de Santa Catarina em Florianópolis, em janeiro de 2015; imagem de arquivo.Foto: Ezarate / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, pediu afastamento e prisão do policial que dirigia a viatura que atingiu um motociclista em Florianópolis. O caso ocorreu na noite de domingo (25), na rodovia SC-403.

Pedro Henrique Ely, de 24 anos, seguia internado nesta quarta-feira (28). Ele sofreu fratura exposta em uma perna e passou por cirurgia emergencial. Outro procedimento estava previsto, segundo a Secretaria de Estado da Saúde e a defesa.

Vídeo e versão policial serão examinados

Imagens feitas por uma testemunha mostram a viatura atravessando o canteiro central e seguindo na contramão antes de atingir a moto. O motociclista cai, e o capacete rola pela via. O vídeo foi divulgado pela imprensa e integra o contexto da apuração.

A Polícia Militar Rodoviária afirma que recebeu chamados sobre manobras perigosas. Segundo a corporação, o condutor fugiu da abordagem e trafegou em alta velocidade. A PM diz que a viatura atravessou o canteiro para interceptá-lo e que a colisão ocorreu porque ele não freou.

Caso tem duas apurações e decisões distintas Situação informada por autoridades até 28/10/2026

Questão Situação
Conduta do policial Enviada à Corregedoria e à Vara de crimes militares
Pedido de Boulos Afastamento e prisão do policial
Motociclista Preso em flagrante e depois liberado com cautelares
Estado de saúde Internado, com uma cirurgia realizada
Acompanhamento federal Grupo de trabalho da Senasp

Fonte: G1, Agência Brasil, PM de Santa Catarina e Ministério da Justiça. Elaboração: redação.

A Corregedoria da Polícia Militar Rodoviária recebeu o caso para apurar as circunstâncias. A Justiça também determinou o envio dos documentos ao Ministério Público e à Vara responsável por crimes militares. Não há informação de prisão do policial nas fontes consultadas.

Motociclista responde em liberdade

Pedro foi preso em flagrante depois do atropelamento. O Ministério Público de Santa Catarina pediu a conversão em prisão preventiva, modalidade sem prazo inicial definido. A Justiça rejeitou esse pedido e concedeu liberdade provisória com medidas cautelares.

Ele deve comparecer aos atos do processo, manter contatos atualizados e não cometer novas infrações. Também não pode deixar Florianópolis por mais de 15 dias sem autorização. Essa decisão trata da conduta atribuída ao motociclista, não da ação policial.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública cobrou esclarecimentos da PM, da Secretaria de Segurança e do Ministério Público estadual. A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) criou um grupo de trabalho para acompanhar a apuração.

O que diz a Polícia Militar de Santa Catarina: A corporação relata que a guarnição tentava conter manobras perigosas e que houve uma colisão durante a abordagem. Afirma ainda que adotará medidas administrativas e reafirma compromisso com transparência, responsabilidade e correta prestação do serviço.

Apuração precisa separar responsabilidades

A existência de uma infração de trânsito não encerra a análise sobre a proporção da intervenção policial. Da mesma forma, o vídeo não substitui perícia, depoimentos e contraditório. As duas condutas podem ser examinadas sem que uma apague a outra.

O próximo passo é a análise dos documentos e das imagens pelos órgãos competentes. A resposta institucional deverá esclarecer a dinâmica da abordagem e eventual responsabilidade funcional ou criminal. Até lá, o pedido de prisão de Boulos continua sendo uma cobrança política, não uma decisão judicial.

Como fizemos: Comparamos as reportagens da Agência Brasil e do G1, publicadas em 27 e 28/10/2026, e separamos as decisões sobre o motociclista da apuração da conduta policial. Organizamos cinco pontos na tabela. Não acessamos o boletim de ocorrência, o vídeo integral ou os processos judiciais.

Fontes