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PF deflagra Operação Gabarito contra fraude em concurso da UFRJ

A PF cumpriu 13 mandados de busca no Rio para apurar suspeita de esquema que fraudaria resultados de concurso técnico da UFRJ.

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Prédio da Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com gramado e árvores no campus.
Prédio da Reitoria da UFRJ, no Rio de Janeiro, em foto de arquivo; a imagem identifica a instituição citada na Operação Gabarito.Foto: Omar Uran / Flickr / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Na quarta-feira (21), a Polícia Federal (PF) cumpriu 13 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. A ação, chamada Operação Gabarito, apura suspeita de fraude em um concurso da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo a Agência Brasil, a suspeita é de um esquema coletivo para alterar os resultados e beneficiar alguns candidatos.

Mandados de busca e apreensão são ordens judiciais que autorizam policiais a entrar em endereços para procurar e recolher provas. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal do Rio. Foram cumpridos em três bairros da zona oeste da capital fluminense.

O concurso e o alerta

O concurso é para cargos de técnico administrativo em educação da UFRJ. O edital foi publicado em dezembro de 2025 e oferece 243 vagas de nível médio e superior. As provas foram aplicadas no início de março de 2026, segundo a Agência Brasil.

A investigação começou depois que a Selecon, empresa organizadora do concurso, enviou à PF uma notícia-crime. Notícia-crime é a comunicação formal de um possível crime feita a uma autoridade. A empresa identificou um padrão de respostas considerado suspeito nas provas de vários candidatos.

O que a PF afirma

Segundo a PF, os investigados poderão responder pelo crime de fraude em certame de interesse público. Trata-se do crime que pune fraudes em concursos e outros processos seletivos públicos. A reportagem diz que outros delitos podem surgir durante as apurações.

Investigados são pessoas alvo de uma apuração, e não foram acusadas formalmente. As reportagens consultadas não citam denúncia do Ministério Público Federal nem a existência de réus no caso. Também não informam quantos candidatos são investigados.

O que diz a Polícia Federal: Segundo a Agência Brasil, a PF afirmou que os investigados poderão responder pelo crime de fraude em certame de interesse público. A reportagem não traz declaração direta da PF. Não localizamos nota publicada no site da corporação.

O que isso significa

O caso está na fase de investigação. A operação indica que a PF viu indícios suficientes para pedir buscas, mas isso ainda não é prova de culpa. Quem é investigado tem direito à defesa, e a Justiça decidirá se há denúncia.

Ficam em aberto quantas pessoas estão envolvidas e se os resultados do concurso serão alterados. As reportagens consultadas não trazem a posição da UFRJ sobre o caso.

Como fizemos: Usamos a reportagem da Agência Brasil publicada em 21/10/2026, republicada pelo Acessa.com, além de cobertura do Correio 24 Horas do mesmo dia, acessadas em 27/10/2026. Não encontramos, na busca, a nota oficial da PF no site gov.br. Não fizemos cálculos próprios.

Fontes