Crime organizadoOperação Ouro Reverso
Polícia de SP bloqueia R$ 374 milhões ligados a roubos de joias
Terceira fase da Operação Ouro Reverso cumpre 31 mandados de busca em São Paulo e bloqueia bens do núcleo financeiro de um grupo investigado.
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Em 27 de outubro de 2026, a Polícia Civil de São Paulo deflagrou a terceira fase da Operação Ouro Reverso. Segundo a Agência SP, a ação cumpriu 31 mandados de busca e apreensão e bloqueou mais de R$ 374 milhões em bens. O alvo é o núcleo financeiro de um grupo ligado a roubos de joias e de ouro.
O bloqueio é uma decisão da Justiça que impede a movimentação de bens e valores. Ele não é uma condenação. As reportagens consultadas não informam denúncia formal contra os investigados nesta fase.
Como o caso começou
A investigação começou em 2024, segundo a CNN Brasil. A primeira fase foi deflagrada em 7 de maio de 2025. Chamada “O Sangue”, ela mirou roubos violentos de alianças e a compra das peças roubadas. Um dos alvos, Rony Gonçalves, foi preso e apontado como comprador de ouro roubado.
A segunda fase ocorreu em 24 de agosto de 2026, em São Paulo e Guarulhos. Segundo o Correio da Manhã, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão. A Justiça bloqueou 13 contas bancárias, que somam R$ 34.682.364,90.
O que a terceira fase revela
Segundo a Agência SP, o grupo se dividia em três núcleos. Um obtinha joias e metais preciosos por meio de crimes contra o patrimônio. Outro recebia e transformava esse material. O terceiro movimentava o dinheiro para esconder a origem, o que os investigadores chamam de lavagem de dinheiro.
Esse último núcleo é o foco desta fase. Segundo a polícia, o esquema usava empresas, “laranjas” e transferências sucessivas para dificultar o rastreamento. “Laranjas” são pessoas que aparecem em nome de empresas ou bens no lugar de quem realmente os controla.
A análise de celulares, computadores e documentos contábeis, segundo a Agência SP, encontrou mudanças societárias, empresas de fachada e transferências entre pessoas e empresas. Uma das empresas investigadas teria movimentado mais de R$ 356 milhões. A operação também fechou uma loja de joias e apreendeu um imóvel.
A Agência SP informa que 87 profissionais atuaram na ação, entre policiais civis e representantes de órgãos públicos. Outras reportagens citam números diferentes para o efetivo.
Seguir o dinheiro
O bloqueio desta fase é cerca de 11 vezes o da segunda, de R$ 34,6 milhões. Somados, os dois valores passam de R$ 408 milhões. Esse total é conta nossa, feita com os números publicados. A primeira fase não teve valor bloqueado informado nas reportagens consultadas.
Bloqueio não é confisco. O valor fica indisponível, mas as reportagens consultadas não dizem que ele já foi transferido ao Estado.
O que diz a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP): Segundo a Agência SP, o secretário Osvaldo Nico Gonçalves afirmou que a operação combina inteligência, investigação e análise financeira para atingir o patrimônio das organizações criminosas. As reportagens consultadas não trazem manifestação dos investigados.
O que isso significa
A operação mostra uma mudança de foco: dos roubos de rua para quem movimenta o dinheiro. Segundo a CNN Brasil, a ação segue em andamento. Por isso, o quadro pode mudar nas próximas etapas.
Em aberto estão três pontos. Resta saber se o bloqueio será mantido, se o Ministério Público (MP) apresentará denúncia contra os investigados e quantos dos bens bloqueados serão efetivamente recuperados.
Como fizemos: Usamos a nota da Agência SP e a reportagem da CNN Brasil sobre a terceira fase, publicadas em 27/10/2026, além de reportagem do Correio da Manhã sobre a segunda fase, de agosto de 2026. Os valores são os informados pelas fontes, sem correção pela inflação, pois comparamos fases do mesmo ano. A comparação de 11 vezes e a soma de R$ 408 milhões são cálculos nossos. Reportagens dão números diferentes para o efetivo, e a investigação ainda não tem decisão final.
Fontes
- Polícia de SP bloqueia R$ 374 milhões em operação contra lavagem de dinheiro de organização criminosa — Agência SP (acesso em 27/10/2026)
- Operação mira lavagem de dinheiro com joias e bloqueia R$ 374 milhões em SP — CNN Brasil (acesso em 27/10/2026)
- Operação Ouro Reverso 2 mira rede que roubava joias e derretia ouro em SP — Correio da Manhã (acesso em 27/10/2026)



