JustiçaGaeco
Gaeco faz buscas na prefeitura de Populina, no interior paulista
Na terça-feira (27), o Gaeco e o 9º Baep fizeram buscas na prefeitura de Populina; número de mandados e prisões ainda divergem.
- Publicado em
- Leitura
- 3 min de leitura

Na manhã de terça-feira (27), equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), foram à sede da prefeitura de Populina. Também fizeram buscas em endereços residenciais. A ação teve apoio do 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), da Polícia Militar.
Um mandado de busca e apreensão é uma ordem da Justiça que autoriza entrar em um local e recolher provas. Segundo as reportagens, a investigação trata de supostas irregularidades em gestões anteriores do município.
O que as reportagens dizem, e onde divergem
As reportagens regionais sobre o caso concordam em três pontos. A operação foi do Gaeco, com apoio do 9º Baep. Ela teve como alvos a prefeitura e endereços ligados a ex-gestores. E a apuração diz respeito a gestões passadas.
Eles divergem em outros pontos. O Diário da Região e a Gazeta de Rio Preto falam em 14 mandados. A Região Noroeste fala em 13. O Notícias Noroeste não informa a quantidade.
As prisões também geram versões diferentes. O Diário da Região informa que ninguém foi preso. A Região Noroeste afirma que um ex-prefeito foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. A Voz das Cidades diz que informações extraoficiais falam em duas prisões, sem confirmação. Nenhuma fonte oficial encontrada confirma prisões. Por isso, este texto não nomeia ninguém como preso.
Uma reportagem cita tipos de crime supostamente apurados. Nenhuma fonte oficial os confirmou, e por isso não os reproduzimos aqui.
Alvos e sigilo
Segundo as reportagens, uma das residências visitadas é a de um irmão de ex-prefeito da cidade. Os veículos afirmam que os alvos específicos não foram divulgados oficialmente. Também não há balanço público do que foi apreendido.
A investigação tramita sob sigilo. Isso significa que os documentos do processo não são públicos, e o MP-SP não detalhou o caso até a publicação deste texto.
O que diz o Ministério Público de São Paulo: até a publicação, não localizamos nota oficial do MP-SP sobre esta operação. Segundo a Gazeta de Rio Preto, o órgão e as polícias ainda não divulgaram os alvos formais da investigação. O texto será atualizado se houver manifestação.
O que isso significa
Até agora, o fato firme é a operação em si: buscas na prefeitura e em casas ligadas a gestões anteriores, sob sigilo. Número de mandados, alvos e prisões dependem de confirmação oficial.
Investigar não é condenar. Nas reportagens consultadas, não há denúncia formal divulgada. Quem é citado segue presumidamente inocente até decisão final da Justiça.
O próximo passo cabe ao MP-SP: dizer o que foi apreendido, quais são os alvos e em que fase está a investigação. Até lá, a informação pública vem apenas dos relatos da imprensa regional.
Como fizemos: Consultamos as reportagens publicadas em 27/10/2026 pelo Diário da Região, pela Gazeta de Rio Preto, pelo Notícias Noroeste, pela Região Noroeste e por A Voz das Cidades. Registramos como fato apenas o que pelo menos dois veículos relatam, e indicamos onde divergem. Buscamos nota oficial do MP-SP, sem localizá-la. Não fizemos cálculos. Os autos estão sob sigilo, e por isso não sabemos o conteúdo dos mandados.
Fontes
- Operação do Gaeco cumpre 14 mandados de busca em Populina — Diário da Região (acesso em 27/10/2026)
- Prefeitura e imóveis de cidade da região são alvos de operação do Gaeco — Gazeta de Rio Preto (acesso em 27/10/2026)
- Gaeco e Baep realizam operação na Prefeitura de Populina e em endereços ligados a ex-gestores — Notícias Noroeste (acesso em 27/10/2026)
- Ex-prefeito de Populina e locutor de rodeio é preso durante operação do Gaeco — Região Noroeste (acesso em 27/10/2026)
- Operação policial continua em Populina — A Voz das Cidades (acesso em 27/10/2026)



