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Boletim de urna é a prova de cada seção, e fiscais recebem cópias
Boletim de urna, QR code e totalização permitem conferir cada seção. Veja o que o TSE disse sobre a sala-cofre após a eleição de domingo.
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Ao fim da votação de domingo (25), cada urna imprimiu um boletim com o resultado da própria seção. Esse papel é o primeiro registro que permite conferir a eleição. Na noite de domingo, Flávio Bolsonaro (PL) disse que não reconhece o resultado. Na segunda-feira (26), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) respondeu com uma nota.
Para entender o que está em disputa, é preciso saber o que certifica um resultado. São quatro etapas, e cada uma deixa um registro.
O que é o boletim de urna
O boletim de urna (BU) é o relatório que a urna emite ao fim da votação. Ele traz os votos de cada candidato e de cada partido, os votos brancos e nulos e o comparecimento. Também identifica a seção, a zona eleitoral e a urna, segundo a Politize.
A urna imprime cinco vias. Uma fica afixada na entrada da seção, e outra vai ao representante dos partidos. Duas seguem para a junta eleitoral, e uma fica com o presidente da seção. A via afixada pode ser fotografada por qualquer cidadão, segundo a Jovem Pan.
QR code e totalização
O BU traz um QR code, o quadrado com padrão de pixels que o celular lê. Com o aplicativo Boletim na Mão, a leitura confirma a autenticidade do documento e mostra os dados da seção. Esses dados podem ser comparados com o BU eletrônico publicado no portal do TSE, conforme a Politize.
A totalização é a soma de todas as seções. A junta envia os dados ao TSE, em Brasília, onde são checados de novo e somados aos demais. Partidos também fazem conta própria com as cópias impressas. Segundo a Jovem Pan, se o resultado publicado diferir do BU impresso, o papel serve como prova para contestar aquela urna.
| Etapa | O que confere | Quem acompanha |
|---|---|---|
| Boletim de urna impresso | Votos por candidato e partido, brancos e nulos | Fiscais e eleitores |
| QR code | Dados da seção, com validação | Aplicativo Boletim na Mão |
| Totalização | Soma de todas as seções | Junta, TSE e partidos |
| Teste de integridade | Voto digitado na urna e contagem em papel | Partidos e auditoria externa |
Fonte: Politize; Poder360; Jovem Pan. Elaboração: redação.
Teste de integridade e código-fonte
No dia da eleição, o TSE realiza o teste de integridade. Votos marcados antes em cédulas de papel são digitados em urnas sorteadas, e o resultado é comparado com a contagem em papel. Partidos podem escolher ou sortear as urnas na véspera, segundo o Poder360, com dados de 2022.
Em nota de julho, o TSE afirmou que nenhuma verificação da etapa de confirmação, concluída em maio, apontou falhas capazes de comprometer o sigilo do voto ou alterar o resultado, segundo o DGABC. Desde outubro de 2025, partidos, universidades, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Tribunal de Contas da União (TCU) podem se inscrever para inspecionar o código-fonte das urnas, informa a CNN Brasil.
A sala-cofre e a alegação do PL
Na nota publicada em 26 de outubro, o TSE disse: “A sala-cofre do TSE não é um espaço aberto à visitação.” Outras áreas, como a Sala de Totalização, podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores, advogados e membros do Ministério Público (MP), segundo o SBT News.
O tribunal afirmou que dois fiscais do PL estiveram no TSE no domingo. Eles acompanharam o teste de integridade, a totalização e a divulgação, e visitaram a Sala dos Partidos Políticos, no 5º andar. Segundo a nota, há “registro de presença nos locais visitados, além de filmagem na Sala de Totalização” (SBT News; Terra).
Flávio afirmou que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre. O TSE classificou a afirmação como falsa. As reportagens consultadas não descrevem provas apresentadas pelo partido. Também não encontramos descrição oficial detalhada das funções da sala-cofre.
O que acontece agora
Flávio disse que vai pedir a anulação da eleição. Nas fontes consultadas, não há registro de pedido protocolado. Um pedido desse tipo precisa de provas e passa pela Justiça Eleitoral.
Os documentos disponíveis para essa checagem são o BU impresso, o QR code e a totalização. Cada um pode ser comparado com os outros, seção por seção.
O que diz Flávio Bolsonaro: Ele disse que não reconhece o resultado e que vai pedir a anulação da eleição. Segundo reportagens de 25 e 26 de outubro, afirmou que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre. Até a publicação, não localizamos resposta dele à nota do TSE.
Como fizemos: Usamos a nota do TSE publicada em 26 de outubro de 2026 e reportagens de 25 e 26 de outubro, consultadas em 26/10/2026. Os sites do TSE e dos tribunais regionais não abriram para consulta direta nesta data, então o conteúdo oficial foi verificado por meio de reportagens. As descrições do BU, do QR code e do teste de integridade vêm de reportagens de 2022 e 2025, e podem ter mudado em 2026. Não fizemos cálculos próprios.
Fontes
- SBT News: TSE nega retirada de fiscais do PL da sala-cofre (acesso em 26/10/2026)
- Terra: TSE desmente Flávio Bolsonaro e diz não ter retirado fiscais do PL da sala cofre (acesso em 26/10/2026)
- Metrópoles: TSE desmente Flávio Bolsonaro sobre retirada de fiscais do PL de sala-cofre (acesso em 26/10/2026)
- Politize: Transparência nas eleições: conheça o Boletim de Urna (publicado em 18/12/2022)
- Jovem Pan: O papel do boletim de urna na conferência dos votos (acesso em 26/10/2026)
- Poder360: Entenda o que é o teste de integridade, feito no dia da eleição (publicado em 30/07/2022)
- DGABC: TSE reafirma mecanismos de segurança das urnas eletrônicas após críticas ao sistema eleitoral (publicado em 29/07/2026)
- CNN Brasil: TSE abre códigos-fonte para inspeção das urnas nas eleições de 2026 (publicado em 02/10/2025)
- Wikimedia Commons: Boletins de Urna em Feira de Santana (CC BY-SA 4.0) (acesso em 26/10/2026)



