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TSE, STF, OAB e Congresso reconhecem Lula; Flávio pede anulação

Presidentes do TSE, do STF e do Senado reconhecem a reeleição de Lula, enquanto Flávio Bolsonaro diz que vai pedir a anulação da eleição.

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Fachada espelhada do prédio-sede do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília, com cúpulas brancas em primeiro plano e céu com nuvens.
Edifício-sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Foto de arquivo, tirada em 2012.Foto: Alexandresena / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

No domingo (25), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, anunciou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Lula teve 51,8% dos votos válidos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL). Na mesma noite, Flávio disse que não reconhece o resultado e que vai pedir a anulação.

As manifestações publicadas até a manhã desta segunda-feira (26) seguem na direção contrária à recusa de Flávio. Elas vêm de instituições da Justiça, da advocacia e do Congresso.

No dia da votação, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a votação. Flávio reagiu à decisão e contestou o resultado.

Instituições reconhecem o resultado

Nunes Marques disse que há “absoluta segurança do processo eleitoral”. Sobre a decisão de Zanin, afirmou: “Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Houve a prorrogação, na forma que foi decidida.” A fala foi publicada pelo Senado Notícias na noite de domingo.

O presidente do STF, Edson Fachin, disse, em nota da presidência: “Concluídas as eleições de 2026, é tempo de reafirmar o respeito à vontade soberana do povo brasileiro.” A nota é desta segunda-feira.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) publicou nota às 20h10 de domingo, antes das falas de Flávio. O texto defende o “respeito à manifestação da vontade popular expressa nas urnas”. Às 21h18, a entidade cumprimentou Lula: “Cumprimento o presidente Lula pela reeleição e pela conquista de seu quarto mandato à frente do país.”

No Congresso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o da Câmara, Hugo Motta, cumprimentaram Lula. Alcolumbre disse que o presidente terá a missão de “unir o Brasil, pacificar o Brasil, fortalecer as instituições democráticas”. Motta afirmou: “Quero que o presidente reeleito possa fazer uma avaliação dos seus acertos, mas também dos erros cometidos.”

Reação externa e a recusa de Flávio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a eleição “pareceu mais uma eleição fraudada”, sem apresentar provas, segundo a CNN Brasil. A mesma reportagem diz que os Estados Unidos ainda não reconheceram oficialmente o resultado. Questionar, sem provas, uma eleição brasileira é entrar em assunto interno do país.

Segundo a CNN Brasil, China, França, Espanha, Portugal e Alemanha reconheceram o resultado e cumprimentaram Lula.

Flávio disse: “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram.” Ele completou: “Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições.”

Nas reportagens consultadas, não localizamos pedido de anulação protocolado no TSE. Também não encontramos manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), do Ministério Público Eleitoral ou de governadores sobre a anulação.

Até esta publicação, o pedido de Flávio existe como anúncio público. O caminho formal é a Justiça Eleitoral, com provas. As reportagens consultadas não mostram que esse caminho tenha começado.

O que diz Flávio Bolsonaro: Na noite de domingo (25), afirmou que “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram” e que vai pedir a anulação. A fala foi publicada pela Gazeta do Povo. Não localizamos nota oficial do PL até esta publicação.

Como fizemos: Usamos os totais de votos do TSE divulgados pelo Senado Notícias em 25/10/2026 (cerca de 64,2 milhões para Lula e 59,8 milhões para Flávio) e as declarações publicadas por TSE, STF, OAB, Congresso, CNN Brasil, Gazeta do Povo e Poder360, consultadas em 26/10/2026. Os percentuais de 51,8% e 48,2% foram calculados pela redação a partir desses totais. As reportagens não trazem todas as reações oficiais, então este texto reúne apenas as declarações localizadas.

Fontes