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Ibovespa futuro cai quase 15% com Lula reeleito; B3 amplia limite

O Ibovespa fechou em queda de 13,88%, aos 176.608 pontos, e o dólar subiu cerca de 8% no primeiro pregão após a reeleição de Lula.

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Dois operadores de costas em mesas de pregão, diante de um painel de cotações vermelho e verde com a sigla IBOV.
Pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), com painel de cotações, em foto de abril de 2007.Foto: Rafael Matsunaga / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Na segunda-feira (26), às 9h05, o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em dezembro caiu 14,84%, aos 177.215 pontos. A queda veio um dia depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, com 51,79% dos votos válidos. Na noite de domingo, Flávio Bolsonaro (PL) disse: “É impossível reconhecer o resultado”, segundo o Poder360. Os dados de mercado são da Reuters e do Money Times.

O mercado apostava em outro resultado. No dia seguinte ao primeiro turno, em 5 de outubro, o Ibovespa subiu 7,70% e fechou em 206.912 pontos, segundo a Nord Investimentos. Para Thomas Haugaard, citado pela Forbes Brasil, “a aposta na eleição já estava precificada, enquanto o risco de uma vitória de Lula não estava”.

O que a B3 fez durante o pregão

Segundo a Reuters, a B3 elevou primeiro o limite de queda do contrato futuro de 10% para 15%. Depois da abertura, o limite subiu para 20%. A agência não informou os horários dessas mudanças.

No mercado à vista, a B3 suspendeu por 30 minutos as negociações de ações, do Ibovespa e de ETFs, o que a bolsa chama de circuit breaker. Foi o primeiro acionamento desde a pandemia, segundo a B3, citada pela CNN Brasil. O Exame relata que a suspensão ocorreu antes da abertura do mercado à vista, prevista para as 10h. As fontes não informam o horário exato.

Os números do fechamento

O Ibovespa fechou em queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos. Durante o dia, chegou a cair mais de 17%, até 169.516,43 pontos, segundo o Exame. Foi o menor nível em cerca de dois meses, de acordo com o Money Times.

O dólar fechou perto de R$ 5,40, com alta entre 8,2% e 8,4%. As fontes divergem na casa decimal: o Exame registrou R$ 5,4027 (+8,21%), e a CNN Brasil, R$ 5,406 (+8,36%). Pela manhã, a moeda chegou a R$ 5,60, segundo a Forbes Brasil.

Números do pregão de 26/10/2026, segundo as reportagens Variações e níveis publicados pelas fontes indicadas, com horário quando informado

Indicador Número Horário
Ibovespa futuro (dezembro) -14,84%, 177.215 pontos 9h05
Ibovespa à vista -13,88%, 176.608,23 pontos Fechamento
Dólar comercial Cerca de R$ 5,40, +8,2% a +8,4% Fechamento
DI para janeiro de 2031 15,185% ao ano (+2,54 pontos percentuais) Fechamento*

Fonte: Reuters, Exame, CNN Brasil, BPMoney e Forbes Brasil. Elaboração: redação. O dado do DI aparece em uma só fonte, a CNN Brasil.

Os juros também subiram. Para o analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, “o principal foco dos investidores será a condução da política fiscal no quarto mandato de Lula”, disse à Reuters. Fábio Murad, da Wiser Asset, disse ao Exame que “o circuit breaker confirma a intensidade das vendas, mas não prevê sua duração”.

O que diz a B3: A página da bolsa sobre circuit breaker, em versão datada de 2020, descreve a suspensão de 30 minutos quando o Ibovespa cai 10% em relação ao fechamento do dia anterior. Até a publicação, a redação não localizou comunicado da B3 com os horários do pregão desta segunda-feira.

Como fizemos: Reunimos cotações e fechamentos de 26/10/2026 publicados por Reuters, Money Times, Exame, CNN Brasil, BPMoney e Forbes Brasil, consultados no mesmo dia. Quando as fontes divergiam, o texto usa a faixa ou a fonte indicada. Não tivemos acesso direto aos dados de pregão da B3, e as reportagens não informam horários de todas as mudanças de limite.

O que fica em aberto

O número do dia mostra o tamanho da reação, mas não diz por quanto tempo ela dura. Os analistas citados apontam a política fiscal como ponto central. Investir em bolsa envolve risco: os ativos podem perder valor, e movimentos de pânico podem se aprofundar.

A B3 contou 5,6 milhões de investidores pessoa física em renda variável no primeiro trimestre de 2026, segundo a própria bolsa. É uma parcela da população. Para quem vive de salário e usa serviços públicos, os efeitos do dólar e dos juros costumam chegar pelo preço e pelo crédito, e não pela tela da bolsa.

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