Crime organizadoPolícia Federal

Justiça determina bloqueio de até R$ 3,46 milhões em Paulínia

A PF cumpriu quatro mandados de busca em Paulínia (SP) contra lavagem de capitais ligada a organização criminosa, na Operação Gandula.

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Ilustração abstrata em azul-marinho com uma faixa dourada horizontal, sem pessoas, prédios ou locais reais.
Imagem provisória: a foto definitiva será incluída quando houver uma imagem com licença confirmada.Ilustração: Imagem provisória

A Polícia Federal (PF) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Paulínia (SP) na terça-feira (20). A ação, chamada Operação Gandula, apura lavagem de capitais ligada a uma organização criminosa. A Justiça também determinou o sequestro de valores de até R$ 3.464.340,50.

Lavagem de capitais é o mesmo que lavagem de dinheiro: esconder a origem ilegal de valores para que pareçam legítimos. O ângulo desta notícia é o dinheiro. O número divulgado é um teto de bloqueio, não o total encontrado nem o tamanho do esquema.

Um desdobramento de 2024

Segundo o comunicado da PF, a Operação Gandula é um desdobramento da Operação Concierge, deflagrada em 2024. Reportagem do InfoMoney diz que a Concierge começou em 28 de agosto de 2024 e teve como alvo contas clandestinas. Naquela fase, a Justiça Federal em Campinas autorizou 10 mandados de prisão preventiva, 7 de prisão temporária e 60 de busca e apreensão.

O que foi apreendido e o que ficou bloqueado

A PF apreendeu dispositivos de armazenamento de dados e bens patrimoniais. Dispositivos de armazenamento são aparelhos que guardam arquivos, como computadores e celulares. Bens patrimoniais são bens de valor, como imóveis e veículos.

Busca e apreensão é uma ordem judicial para procurar e recolher provas e objetos em endereços determinados. O sequestro é outra medida. A Justiça bloqueia bens e valores ligados ao caso para evitar que sejam desviados enquanto o processo corre.

O valor de até R$ 3,46 milhões é o limite da ordem, e não o total encontrado. O Sampi Campinas registrou que a PF não informou quanto foi, de fato, bloqueado ou apreendido.

Investigados, não réus

Nesta etapa, as pessoas sob suspeita são investigados. Elas não são indiciadas, denunciadas nem réus. O indiciamento ocorre quando a PF conclui o inquérito. A denúncia cabe ao Ministério Público (MP), e só depois a Justiça aceita o caso e abre uma ação penal.

A PF não divulgou os nomes dos investigados, os endereços das buscas nem a origem dos valores. Também não informou prisões. Nas reportagens e no comunicado consultados, não há menção a denúncia do MP nem a ação penal.

O que diz a Polícia Federal (PF): Segundo o comunicado oficial, o material apreendido será analisado para dar continuidade às investigações. Não enviamos perguntas específicas à PF para esta versão; o texto se baseia no comunicado publicado no gov.br.

O que vem a seguir

O caso segue na fase de análise do material apreendido. O comunicado da PF não informa prazo, e as reportagens consultadas também não trazem datas para as próximas etapas.

Até agora, o dado mais concreto é o teto de bloqueio, de até R$ 3,46 milhões. Ele não diz quanto dinheiro foi lavado nem quem movimentou os valores. Essas respostas dependem da análise da PF e de decisões da Justiça.

Como fizemos: Usamos o comunicado da PF publicado no gov.br em 20/10/2026 e reportagens de Mato Grosso Mais Notícias, Sampi Campinas, Diário de Paulínia e Notícias de Paulínia, acessados em 23/10/2026. A cifra de cerca de R$ 3,46 milhões é arredondamento nosso do valor de R$ 3.464.340,50. Não há série histórica nem correção pela inflação nesta matéria.

Fontes