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PF mira venda ilegal de emagrecedores e bloqueia R$ 35 milhões

A Polícia Federal cumpriu 16 mandados em quatro cidades contra a venda ilegal de remédios para emagrecer, pela internet e por apps.

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Fachada de prédio de concreto da Polícia Federal em Porto Alegre, com o letreiro POLÍCIA FEDERAL e brasões do órgão, sob céu azul com nuvens.
Prédio da Polícia Federal em Porto Alegre, em foto de arquivo de 2013, sem relação direta com a operação.Foto: Paulo rsmenezes / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 BR)

Na quarta-feira (21), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Efeito Colateral contra a venda ilegal de medicamentos para emagrecer. Foram 16 mandados de busca e apreensão em Salvador e Feira de Santana, na Bahia, no Rio de Janeiro e em Brasília, segundo a nota oficial da PF. Mandado de busca e apreensão é a ordem judicial que autoriza entrar em um local para recolher provas.

O ponto mais forte da operação está no dinheiro. A PF informou o bloqueio de cerca de R$ 35 milhões em contas bancárias e o sequestro de R$ 3,5 milhões em imóveis e veículos. Essas medidas tiram recursos e patrimônio do alcance dos investigados enquanto a investigação avança.

Um mercado fora do controle sanitário

Os remédios não têm autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que controla a segurança dos medicamentos no país. Segundo a PF, a circulação deles é proibida no Brasil. Sem esse controle, o consumidor não tem como saber o que está usando.

Segundo a PF, as investigações identificaram indícios de uma estrutura voltada para a compra no exterior e a venda pela internet e por grupos de aplicativos de mensagens. A apuração também aponta indícios de uso de empresas e de pessoas físicas para receber pagamentos, guardar e distribuir o produto.

A reportagem do ND Mais lista como possíveis efeitos náuseas, vômitos, dores abdominais, desidratação e pancreatite aguda, que é a inflamação do pâncreas. O mesmo texto recomenda usar esses medicamentos apenas com orientação médica.

O que ainda não está claro

A nota da PF não diz qual medicamento foi apreendido e não divulga os nomes dos investigados nem das empresas. A Mix Vale também informa que a corporação não revelou esses nomes.

A Mix Vale afirma que a apuração mira a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, em uma versão supostamente falsificada. A nota da PF não cita a tirzepatida, a falsificação nem o país de origem. Por isso, esses dados não foram confirmados pela PF.

O que diz a Polícia Federal: Em nota oficial, a PF afirma que “as investigações identificaram indícios de uma estrutura voltada para aquisição no exterior, venda e distribuição do produto pela internet e por grupos de aplicativos”. A nota está publicada no site gov.br/pf, com data de 21/10/2026.

O que vem a seguir

Segundo a Mix Vale, a PF segue com o inquérito para apurar a estrutura financeira do grupo e identificar as demais pessoas envolvidas. O material recolhido deve passar por perícia técnica. Quem está sob investigação ainda não foi condenado e tem direito de defesa.

O caso mostra por que o bloqueio de bens importa. Atingir contas e patrimônio enfraquece a operação. A investigação ainda vai mostrar o tamanho do esquema e quantas pessoas compraram os produtos.

Como fizemos: Usamos a nota oficial da PF de 21/10/2026, publicada no site gov.br/pf, e as reportagens da Mix Vale e do ND Mais, todas acessadas em 22/10/2026. Os valores são os informados pela PF, sem cálculos próprios. Não encontramos fonte oficial que confirme o medicamento, a falsificação ou o tribunal que autorizou as medidas.

Fontes