Sistema prisionalOperação Modo Avião
Operação Modo Avião bloqueia 1.318 aparelhos em presídios do país
O Ministério da Justiça concluiu na quinta (22/10) a entrega de equipamentos a 26 estados e ao DF, enquanto o bloqueio de celulares avança.
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A Operação Modo Avião já bloqueou 1.318 aparelhos celulares usados de forma irregular em presídios, segundo o Metrópoles. Na quinta-feira (22/10), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) concluiu a entrega de equipamentos aos 26 estados e ao Distrito Federal. O foco da política é impedir que o celular funcione dentro da cela.
O nome faz referência ao modo avião do telefone: o aparelho continua na unidade, mas perde o acesso às redes de telefonia. Os agentes identificam cada aparelho pelo IMEI, código que individualiza o equipamento. Depois, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) faz o bloqueio, segundo a Convergência Digital.
O Decreto nº 13.136/2026, publicado em 13 de outubro, criou um caminho novo. Pelo texto, segundo a Convergência Digital, a administração prisional pode pedir o bloqueio sem apreensão física e sem ordem judicial específica.
O balanço e o período que falta
Sete dias após o decreto, o MJSP informou 378 aparelhos bloqueados em presídios. Entre 1º de janeiro e 20 de outubro, foram 300 operações Modo Avião, segundo o ministério. Dois dias depois, o Metrópoles informou 1.318 aparelhos bloqueados. A coluna não diz qual período esse total cobre.
Aparelhos bloqueados, por divulgação, em 2026 Número de aparelhos informado em cada divulgação
| Aparelhos | Escopo informado | Divulgação |
|---|---|---|
| 1.318 | Operação Modo Avião, sem período informado | Metrópoles, 23/10 |
| 378 | Sete dias após o decreto, em presídios | MJSP, 21/10 |
| 143 | Uma ação no Rio de Janeiro, em 14/10 | Convergência Digital, 15/10 |
Fonte: Metrópoles; MJSP (gov.br); Convergência Digital. Elaboração: redação.
No Rio, uma única ação em 14/10 identificou 143 dispositivos em uso irregular nos presídios. A Anatel os bloqueou, segundo a Convergência Digital. Os agentes usam os Equipamentos Táticos de Revista Eletrônica (ETREs), que detectam sinais de aparelhos irregulares, segundo a Agência Gov.
Quanto custa a entrega
O Metrópoles informa investimento de R$ 57 milhões em equipamentos para localizar celulares. Já a TMC cita cerca de R$ 53 milhões para a distribuição concluída em 22/10, que atingiu 138 unidades prisionais. As duas reportagens não dizem se tratam do mesmo montante.
Dividido pelas 27 unidades (26 estados e DF), o valor de R$ 57 milhões dá média de cerca de R$ 2,1 milhões por unidade federativa. A média não mostra quanto cada estado recebeu.
Para o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, o ponto é o controle. Segundo o Metrópoles, ele disse que, com o decreto, “ampliamos a capacidade de bloquear celulares utilizados ilegalmente”, e que a ação serve para “fortalecendo o controle do Estado sobre o sistema prisional”. Ao final, resumiu: “Prisão não pode ser escritório do crime”.
O que diz a Senappen: Em declarações publicadas pelo Metrópoles, o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, afirmou que “Prisão não pode ser escritório do crime”. A redação não enviou perguntas à Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) para este texto, e a posição vem de declarações públicas.
O que segue em aberto
Faltam três dados para medir o resultado: o período do total de 1.318, o valor exato do investimento e a distribuição por estado. Não encontramos balanço oficial que traga essas informações.
Os números já mostram que o governo federal passou a atuar sobre a comunicação dentro das unidades. A regra nova e os equipamentos entregues a todos os estados colocam o controle da cela como tarefa do Estado. O próximo teste será o balanço oficial com período e método.
Como fizemos: Usamos a coluna de Mirelle Pinheiro no Metrópoles (23/10/2026), notas do MJSP no gov.br (21/10/2026), a Convergência Digital (15/10/2026) e a TMC (22/10/2026), acessados em 23/10/2026. Cálculo próprio: R$ 57 milhões divididos por 27 unidades (26 estados e DF) dá média de R$ 2,1 milhões. Os dados não mostram o período do total de 1.318 nem a distribuição por estado.
Fontes
- Operação bloqueia mil celulares e desmonta escritório do crime em presídios — Metrópoles, coluna Mirelle Pinheiro (acesso em 23/10/2026)
- Sete dias após o decreto, 378 aparelhos ilegais são bloqueados em presídios — Ministério da Justiça e Segurança Pública (acesso em 23/10/2026)
- Operação bloqueou 143 dispositivos de comunicação em presídios no Rio de Janeiro — Convergência Digital (acesso em 23/10/2026)
- Ministério da Justiça investe R$ 53 milhões em segurança de presídios — TMC (acesso em 23/10/2026)
- MJSP reúne operação nacional, tecnologia e capacitação no combate ao crime organizado no sistema prisional — Agência Gov (acesso em 23/10/2026)
- Varredura em presídio do Rio conta com militares e agentes — Agência Brasil, via Wikimedia Commons (licença CC BY 2.0; acesso em 23/10/2026)



