Segurança públicaOperação Jaguaretê
Jaguaretê reuniu 800 militares por dia e mais de 2 mil ações
Operação integrou Exército, polícias e fiscalização na fronteira; balanço estima 20 toneladas de drogas apreendidas e R$ 280 milhões em prejuízo ao crime.
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O Exército divulgou nesta quarta-feira (28) o balanço da Operação Jaguaretê, realizada entre 1º de julho e 25 de setembro. Foram mais de 2 mil ações na faixa de fronteira, com uma média de 800 militares por dia.
A operação reuniu tropas, polícias e órgãos de fiscalização do Paraná ao norte da Amazônia Legal. O balanço registra mais de 20 toneladas de drogas apreendidas e estima R$ 280 milhões de prejuízo às estruturas criminosas.
Cada órgão entra com uma atribuição
O Comando de Operações Terrestres coordenou a ação. Participaram brigadas dos Comandos Militares da Amazônia, do Oeste e do Sul. Também atuaram Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e polícias militares estaduais.
A integração combina mobilidade das tropas com funções específicas das demais instituições. Policiamento e investigação ficam com as polícias. A Receita atua no controle aduaneiro, e o órgão ambiental participa da fiscalização de crimes contra a natureza.
Balanço reúne meios empregados e apreensões Dados da Operação Jaguaretê entre 1º/7 e 25/9/2026
| Item | Resultado informado |
|---|---|
| Militares empregados | Média de 800 por dia |
| Ações realizadas | Mais de 2 mil |
| Drogas apreendidas | Mais de 20 toneladas |
| Explosivos apreendidos | 440 kg |
| Veículos apreendidos | 70 |
| Prejuízo estimado ao crime | R$ 280 milhões |
Fonte: Exército Brasileiro e Comando de Operações Terrestres. Elaboração: redação.
Mais de 3 mil viaturas foram empregadas, além de embarcações e aeronaves. O número de viaturas se refere ao total informado para a operação, não à quantidade usada diariamente. O Exército aponta o patrulhamento terrestre e fluvial como resposta às grandes distâncias e às diferenças geográficas.
Conta de custo-benefício ainda precisa de detalhes
O Exército afirma que cada R$ 1 gasto no custeio das ações militares gerou aproximadamente R$ 24 em prejuízos diretos ao crime. Dividindo os R$ 280 milhões por 24, chega-se a cerca de R$ 11,7 milhões de custeio implícito nessa relação.
Esse é um cálculo a partir dos dois números oficiais, não um orçamento publicado. A nota não detalha quais despesas entraram no custeio nem como calculou o prejuízo criminal. Por isso, a razão não deve ser lida como lucro ou como dinheiro recuperado pelo Estado.
Apreensão de drogas, explosivos e veículos mede materiais retirados de circulação. O balanço divulgado não apresenta total de prisões, inquéritos abertos ou condenações. Esses resultados dependem das etapas posteriores conduzidas pelos órgãos competentes.
O que diz o Exército: O Comando de Operações Terrestres afirma que a atuação conjunta favoreceu o intercâmbio de informações e ampliou a presença do Estado na fronteira. O órgão destaca a combinação da capacidade militar com as atribuições das polícias e dos órgãos de fiscalização.
Resultado de longo prazo exige outras medidas
O balanço descreve uma operação encerrada em setembro, não uma nova fase iniciada nesta quarta. Sua divulgação permite avaliar escala e coordenação, mas ainda não demonstra efeito duradouro sobre rotas criminosas.
Para medir esse efeito, seriam necessários dados de meses posteriores e comparação com o mesmo período de anos anteriores. A soberania na fronteira depende de presença estatal e cooperação. Também exige transparência sobre custos, critérios dos resultados e continuidade das investigações.
Como fizemos: Consultamos o balanço publicado pelo Exército em 28/10/2026 e separamos meios, apreensões e estimativas. Calculamos o custeio implícito dividindo R$ 280 milhões por 24, resultado de R$ 11,67 milhões. Não tratamos prejuízo estimado ao crime como receita pública nem comparamos períodos sem dados equivalentes.



