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PF mantém equipes no segundo turno após apreender R$ 51,6 milhões

A PF abriu 1.538 inquéritos sobre crimes eleitorais em 2026 e vai manter equipes mobilizadas no domingo (25), segundo balanço oficial.

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Fachada de prédio de concreto da Polícia Federal em Porto Alegre, com o letreiro POLÍCIA FEDERAL e brasões do órgão, sob céu azul com nuvens.
Prédio da Polícia Federal em Porto Alegre, em foto de arquivo de 2013.Foto: Paulo rsmenezes / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 BR)

A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 51,6 milhões em bens ligados a crimes eleitorais em 2026. O balanço foi divulgado na quarta-feira (21). Segundo a corporação, as equipes seguem mobilizadas para o segundo turno, marcado para domingo (25).

Crimes eleitorais são infrações contra o processo de votação. No primeiro turno, em 4 de outubro, a PF citou como principais casos a propaganda eleitoral irregular e a corrupção eleitoral. Ela destacou sobretudo a compra de votos, ou seja, a troca de dinheiro ou benefício por voto.

Dois balanços, duas datas de corte

Os números de inquéritos variam entre os balanços porque eles têm datas de corte diferentes. Inquérito policial é a investigação formal conduzida pela polícia. Abrir um inquérito não significa que alguém tenha sido condenado.

O total de 1.337 inquéritos vem do balanço final do primeiro turno, com dados até as 23h59 de 4 de outubro. O site Cada Minuto publicou esses dados em 5 de outubro, com base na PF. O total de 1.538 vem do balanço de 21 de outubro, com dados até as 8h, publicado no site da própria PF.

Em 17 dias, os inquéritos eleitorais subiram 201 Acumulado de 2026 por data de corte, em número de inquéritos e em reais apreendidos

Data de corte Inquéritos Bens apreendidos
4/10, 23h59 1.337 mais de R$ 47,5 milhões
21/10, 8h 1.538 R$ 51,6 milhões

Fonte: PF, por meio do Cada Minuto (05/10/2026) e do site da PF (21/10/2026). Elaboração: redação.

Pela conta da redação, são 201 inquéritos a mais em 17 dias. Os bens apreendidos cresceram cerca de R$ 4,1 milhões, o que equivale a uma alta de cerca de 9%. Como os cortes são diferentes, a comparação mostra tendência, não uma medida exata.

O que os números não mostram

A PF também informa 2.429 investigações em andamento e 89 operações deflagradas. Esses números descrevem casos em curso. Eles não indicam condenações nem o resultado final dos processos.

A própria PF diz que os valores de bens e dinheiro são preliminares e podem mudar. Segundo a corporação, conteúdos feitos ou manipulados com inteligência artificial (IA) são analisados caso a caso. Usar IA, por si só, não configura necessariamente crime.

O balanço cita 102 casos de violência política de gênero e raça sob apuração. Ele não informa quantos casos envolvem o ambiente digital. Também não diz quanto foi apreendido em cada operação.

Presença da PF e voto seguro

A PF afirma que atuará em todo o país no domingo, em articulação com a Justiça Eleitoral. A Justiça Eleitoral é o ramo do Judiciário que organiza as eleições. A PF investiga crimes, mas a votação segue sob a responsabilidade da Justiça Eleitoral.

Quem souber de crime eleitoral pode denunciar pelo Comunica PF, no site da instituição, ou em qualquer unidade da PF. A orientação é informar quem praticou a conduta, o que aconteceu, quando e onde. Vale também guardar provas digitais, como capturas de tela.

O que diz a Polícia Federal: Em balanço de 21 de outubro, a PF afirmou que manterá equipes mobilizadas no segundo turno, em articulação com a Justiça Eleitoral. A instituição diz que os números são dinâmicos e preliminares. A posição vem do comunicado publicado no site da PF.

O que isso significa

Os dados mostram uma atuação grande da PF, com mais de mil inquéritos abertos desde o início do ano. Eles não provam, sozinhos, quantos crimes ocorreram nem quantos responsáveis serão condenados. Essa conclusão depende das investigações e da Justiça.

Para o eleitor, o caminho é denunciar pelos canais oficiais e confiar no processo legal. Cada caso segue para apuração, e a PF diz que os números podem mudar com novas ocorrências e investigações.

Como fizemos: Usamos o balanço da PF de 21/10/2026, com dados até as 8h do mesmo dia, publicado no site da instituição, e o balanço final do primeiro turno, com dados até as 23h59 de 4/10/2026, publicado pelo Cada Minuto em 5/10/2026. Os dados foram acessados em 22/10/2026 e não foram corrigidos pela inflação, pois são contagens e valores de um mesmo ano. Cálculos próprios: diferença de 201 inquéritos (1.538 menos 1.337); diferença de cerca de R$ 4,1 milhões (51,6 menos 47,5); alta de cerca de 9% (4,1 dividido por 47,5). Os valores são preliminares, segundo a PF, e o balanço não traz a diferença entre inquéritos instaurados e investigações em andamento.

Fontes